quarta-feira, 14 de março de 2018

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro instaurou inquérito civil público com objetivo de fiscalizar as ações decorrentes da intervenção federal no estado. Os procuradores querem checar a regularidade dos procedimentos policiais decorrentes da aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelos militares. A informação foi divulgada hoje (14) pelo MPF.
Os procuradores já solicitaram uma reunião urgente com o interventor, general Walter Souza Braga Netto, para tratar do assunto. O MPF tem poder legal de acompanhar o desenrolar do processo.
“É nosso dever indeclinável acompanhar e fiscalizar a execução e o andamento destas medidas. Evidentemente, os aspectos estratégicos, táticos e operacionais correlatos são atribuições do interventor e responsabilidade dele e de seus comandados. Mas não se pode dizer que a situação é de normalidade", afirmou o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira Benones em nota do MPF.
Segundo ele, direitos e garantias não foram suprimidos, cabendo ao MPF atuar preventivamente, colaborando no que for possível, cobrando e responsabilizando por eventuais excessos e abusos.
“Assim, é necessário haver transparência, dialogo e prestação de contas. Não restam dúvidas de que o crime organizado, no atual estado das coisas, configura, entre outras mazelas, uma contestação a soberania nacional. A nenhum de nós interessa o cenário de terra arrasada. Mas o desafio do Estado brasileiro é combater e prender bandidos que vivem ou se escondem entre pessoas de bem”, declarou o procurador.
O Gabinete de Intervenção Federal foi procurado pela Agência Brasil para se pronunciar sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se manifestado.
Edição: Lidia Neves

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Datafolha: 73% dos moradores do Rio querem deixar a cidade por medo da violência

02.04.2018 13:57  por  Redação Pesquisa ainda mostra que um terço dos cariocas já esteve em meio a um tiroteio e que 92% temem morrer ...