quarta-feira, 14 de março de 2018

Três observatórios vão fiscalizar ações da intervenção federal

Três observatórios vão fiscalizar ações da intervenção federal


Grupo criado pela Câmara de Deputados foi lançado durante evento no Rio

A intervenção federal na segurança pública será fiscalizada de perto por três grupos. Um deles foi lançado no último sábado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia: o Observatório Legislativo é formado por servidores que prometem ficar de olho no trabalho das tropas federais no Estado. Durante a cerimônia, em um hotel na Praia do Flamengo, Maia explicou que o objetivo da equipe é coletar e analisar dados referentes à intervenção, realizar estudos, acompanhar indicadores e garantir a transparência das ações. Não havia nenhum representante da segurança pública do Rio no evento.
— A gente vive um momento muito difícil para o nosso estado, para nossas cidades. Intervenção não é uma coisa simples e a nossa intenção não é uma reunião partidária, ideológica. Nenhum de nós está preocupado com eleição num momento em que nosso estado vive talvez o momento mais difícil desde a redemocratização — disse Maia, negando que o lançamento do grupo tenha cunho eleitoral.

Trabalho se estende até 2019

Os integrantes do Observatório Legislativo serão nomeados pelo presidente da Câmara e coordenados por servidores da Casa. O fórum vai funcionar entre os dias 1º de março e 31 de janeiro de 2019. O trabalho será realizado em parceria com instituições públicas, representantes da sociedade civil e o interventor do Rio, general Walter Souza Braga Netto.
— A longo prazo, é preciso também entender quais os motivos que geram a violência, qual o impacto na evasão escolar e na falta de perspectiva de futuro entre os jovens — disse Maia.
Já é o terceiro grupo de fiscalização anunciado desde que o decreto inédito foi assinado pelo presidente Michel Temer. O primeiro a ser articulado, coordenado pela socióloga Julita Lemgruber, estará dentro do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes. Além de Julita, integram o Observatório da Intervenção as pesquisadoras Silvia Ramos, Leonarda Musumeci e Barbara Mourão.
Há dois dias, foi anunciado o Observatório Jurídico da OAB-RJ. O objetivo do grupo é garantir que a ação ocorra “dentro do devido processo legal, resguardando os direitos dos cidadãos e o compromisso à Constituição, evitando distorções como o recente anúncio dos mandados coletivos”. Serão nove membros, entre eles o presidente da seccional Rio da entidade, Felipe Santa Cruz, e o presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), o criminalista Técio Lins e Silva.

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